quarta-feira, 2 de maio de 2012

UMA QUARTA-FEIRA QUE É SEGUNDA-FEIRA




Acordar no primeiro momento é angustiante, quero desparecer. Mas, não posso me afundar em mim. Poxa vida! Estou vivo e tenho uma família ótima. Não posso ser rabugento.
Encararei esta quarta-feira com cara de segunda. Retomarei o trabalho e tentarei consertar os erros brevemente suspensos por causa do feriado. Hoje de manhã estava muito frio e demorei a levantar. 

Agora, no quarto tento escrever esta conta. Tinha várias ideias na cabeça, mas só escrevi dois parágrafos.  Não acredito! Imaginei que escreveria várias laudas sobre o dia de hoje.

Vamos lá... o trabalho em muitos aspectos é torturante, principalmente para uma pessoa que vive no mundo da lua( como eu). Entretanto, por outro lado pode ajudar como a ter noção de responsabilidade e disciplina. Vejo que preciso chamar a responsabilidade para mim, mesmo que quase me atrasei por não ter forças de sair da cama. Só que consegui chegar a tempo, tive uma carona até o ponto de ônibus. Venci minha preguiça, com ajuda da carona. Talvez não ganhe muitos pontos, porém se tivesse deitado até tarde, perderia a ajuda também. Tenho meus méritos.

Essas pequenas vitórias me realizam. Gosto de perceber que posso me adaptar a qualquer ambiente e superar minhas limitações. Não realizei os “ grandes projetos” da juventude, mas ganhei um prêmio nos meus trinta e três anos, o autoconhecimento. Não querer mais mostrar para o outro que sou capaz. Viver em mim com as virtudes e os defeitos. Ser adulto é adaptar os sonhos e a realidade, não é desistir. (Já escrevi e falei sobre isto, estou repetitivo).

Enfim, construí a felicidade de acordar nesta quarta que é segunda. Não vou entrar no casulo, serei eu: fragmentado, contraditório, frágil e valente. 
 E mesmo que nunca encontre um trabalho que me satisfaça, o pensamento de viver é mais forte, para isso, preciso trabalhar. 

-BOM DIA SOL!!! BOM DIA VIDA!!!


***
Sei lá, depois de escrever esta crônica, estou pensando se estou dizendo inverdades. Na realidade, sou um rabugento na essência... No entanto, o ideal de que se deseja ser  faz parte da nossa individualidade.