quarta-feira, 23 de maio de 2012

ALGUMAS QUESTÕES










Não sou especialista em cinema, mas pelo que sei, há diferença entre conceitos entre filme pornô e erótico. O primeiro é sexo explícito, enquanto o segundo, apesar das cenas eróticas, há roteiro e diálogo.


Uma famosa apresentadora infantil participou de um filme erótico Amor Estranho Amor e nessa semana, por causa de uma entrevista que ela deu no fantástico, está sendo alvo de criticas. Mas, não estou entendendo o motivo das pessoas a detonarem. No filme, Tarcísio Meira e Vera Fischer atuam e eles sempre integraram o primeiro time de atores da Globo, nunca fariam um filme pornô.


Tudo bem que foi uma apresentadora infantil, mas na época era uma jovem modelo que recebeu um convite para fazer um filme. Que hipocrisia, quem nunca fez um trabalho que se arrependeu depois?


Ao invés de criticar a pessoa Xuxa, por que não levantar a liberdade de expressão, já que o filme foi censurado vários anos? Onde a Xuxa trabalhava? Quem solidificou a personagem Xuxa como ícone das crianças dos anos oitenta? Em que período histórico o Brasil estava vivendo? Por que durante anos o filme foi abafado?


O interessante é observar como a manipulação de uma grande mídia é forte, principalmente no período da Ditadura militar (1964-1985 ) em que o país vivia. Logo, durante muitos anos era vantagem para Globo não macular a imagem da apresentadora, já que era um produto rentável para emissora.



Vivíamos muitos anos de Ditadura e o senso crítico não era muito desenvolvido. As informações sempre foram manipuladas. O filme não era conveniente para os interesses dos poderosos da mídia que sempre mandaram e desmandaram.  

O enfoque deve ser esse. Na construção de personagens que são vendidos como produtos e como o cooperativismo da mídia prejudica a liberdade de expressão e artista. Foi isso que atrapalhou o filme ser exibido, não a Xuxa pessoa.

Se ela foi abusada ou não entre outras coisas, o problema é exclusivamente dela.


O problema é que a não podemos ser tão influenciados pelas corporações midiáticas. Precisa ter o senso crítico para não ser “massa de manobra”.