domingo, 27 de maio de 2012

PAI E FILHO, FILHO E PAI (MOACYR SCLIAR)








Terminei por esse dia esse livro de contos. São narrativas agradáveis de ler e há uma ironia inteligente nelas. 

O que acho interessante no conto não é síntese, mas o que não se revela na escrita. Um bom contista faz isso com maestria. Em cada leitura, percebem-se outros elementos e histórias. Scliar fez isso muito bem. 

Só tinha lido um livro dele: A Festa no Castelo de Moacyr Scliar. O romance não é extenso, mas a narrativa prende o leitor por contar duas histórias: O mundo requintado da aristocracia idealista e a amizade de um velho sapateiro e um jovem idealista, em que vivem no Sul do Brasil nos meados dos anos de 1964, ano do Golpe militar. No início as histórias parecem não ter ligação, contudo com o passar das páginas, percebe-se que há uma intercessão.

Pelos contos que li, o autor mostra que escrever com simplicidade não significa mediocridade. Pelo contrário, seus textos são ricos e sem ser pedantes. Além da ironia que havia mencionado, o humor inteligente tempera ainda mais os relatos, que aparente são cotidianos. 

Gostei mais de alguns contos, mas o todo vale a pena de ler. Bem... sou suspeito em dizer, amo contos e repetindo um chavão: “ Tamanho não é documento.”. Há contos que velem por muitos livrões por ai.