domingo, 3 de junho de 2012

'Precisamos falar sobre o Kevin'




Ao ver o filme uma explosão de “por quês?” jorro na minha cabeça. O que leva uma pessoa a praticar atos terríveis. Tudo é muito complexo para mim.

Falta de Deus?... Pode ser. Falta de limite dos pais?... Pode ser. Ele é louco e ponto?... Pode ser. A culpa é da sociedade capitalista que valoriza mais o ter ao ser?... Pode ser. É um conjunto de fatores que podem levar uma pessoa a ser uma bomba atômica.

O filme é baseado no livro e que conta a história de uma mãe que nunca soube lidar com o filho problemático. Ela não tem ajuda do marido, que é muito permissivo com o filho. Também, a mãe se sente dividida entre a profissão e a cuidar dos filhos, acarretando uma relação de culpa entre ela e o Kelvin.

Não queria estar na pele desta mãe, que recebe o julgamento da sociedade. É jogada para os leões vorazes. Ela teve falhas? Sim, mas qual pai nunca pisou na jaca? Já pensou se todos os filhos que têm mágoas dos pais saíssem para matar, o mundo já tinha acabado há muito tempo.

Somos falhos pra cacete. Exigir que os pais fossem perfeitos e responsáveis pelos erros dos filhos, não deixa de ser muita sacanagem. Os filhos não são termômetros para medir o sucesso de uma educação, são indivíduos com vontades próprias. Os pais mondam bonecos em barro para moldar seus frutos imagem e semelhança.

Ao término do filme, continuei com dúvidas e comecei a pensar se há um cálculo que sincroniza os fatores que levam um indivíduo a se tornar um facínora? 

Não existe objetividade. A única solução é pedir ajuda ao bom psicólogo ou psiquiatra para tentar desvendar o que acontece com seu filho. Mas, se pararmos para pensar, eles são seres humanos também e muitas vezes doentes...

Enfim, não tem como entender o caos. O jeito é viver.