quinta-feira, 20 de outubro de 2011

POR ESSES DIAS







Estou tentando fazer micronarrativos utilizando 140 caracteres do espaço do twitter. Na verdade, almejo fazer nanacontos, mas muitos tweets que produzo não tem estrutura de conto, o qual narra uma história, diferente de uma frase e citação. Alguns deram certos e outros não, ficaram truncados e incompreensíveis. Inclusive, as pessoas devem me considerar dois de escrever um monte de coisas no twitter, apagar e publicar de novo várias vezes. É que eu testava para ver se o texto cabia no espaço de 140 caracteres.

Miniconto, ou microconto, ou nanoconto, é um gênero de conto bastante pequeno, e seu desenvolvimento se associa ao minimalismo. O miniconto é distinto de um "conto pequeno".

No miniconto o fundamental é sugerir, proporcionado a quem for ler o compromisso de desvendar que está por de trás das entrelinhas.  Pois, este gênero sugere algo mais, que não está escrito, mas subliminarmente. O guatemalteco Augusto Monterroso é citado como autor do mais famoso miniconto, desenvolvido com apenas trinta e sete letras: Quando acordou o dinossauro ainda estava lá. O estadunidense Ernest Hemingway é autor de outro surpreendente miniconto. Com vinte e seis letras, mostra uma história de tragédia familiar: Vende-se: sapatos de bebê, sem uso. 

Os microcontos estabelecem o limite de 150 caracteres (contando letras, espaços e pontuação) para permitir seu envio através de mensagens SMS (torpedos) pelo celular, mostrando uma das características do microtexto, que é sua ligação com as novas tecnologias de informação e comunicação.

Existem várias teorias sobre os microcontos, mas o que me fascina é a síntese desde gênero, que só mostra a ponta do Iceberg, entretanto o leitor precisa refletir um pouco para perceber o que está oculto.

Todavia, minha opinião não bate com a perspectiva de que o microconto seja um gênero mais rápido de compreensão. “Os microcontos vêm ao encontro das ideias de Calvino. Para ele, a rapidez permite poupar o leitor de determinados detalhes em favor do ritmo da narrativa. É o nó de uma rede de correlações invisíveis no texto e a ferramenta essencial para a continuidade da narrativa, permitindo que o leitor transite com maior naturalidade entre as ideias contidas na história.”. Há microcontos que tem esta estrutura, todavia nem todos. Houve textos que tive que ler duas vezes, para entender o que estava por de trás da sua escrita. É provável que esteja equivocado, entretanto minha proposta é desenvolver minha escrita, torna-me claro. Ao longo do tempo, aprenderei coisas novas e me envergonharei das ideias erradas.

Esta semana, piei( tweet) bastante e, como já disse, escrevi textos bons e outro, um lixo. Inclusive, teve alguns que ficaram herméticos demais. Curioso, é que fiz uma produção em tempo real e isso, por um aspecto, não é  interessante porque revelo meus erros ou a confusão de ideias que acontecem na minha cabeça.

Revisarei e refletirei mais. Serei menos impulsivo. Tudo na vida é uma aprendizagem. 











http://www.youtube.com/watch?v=8O5GTMK7Lhg&feature=player_embedded


http://www.youtube.com/watch?v=ya3AtzKEVLY


http://www.youtube.com/watch?v=VFaCb2BUfVE