SOU TÃO FALHO... HUMANO



Hoje, como sempre, vi-me em pensamentos que não gosto de ter. Estava no balcão do cartório atendendo e duas pessoas viram tirar uma dúvida sobre procuração pública.

A moça que acompanhava o homem trabalhava numa empresa que o representaria na alfandega para pegar seus pertences. No desenvolver da conversa, ela disse: “ Mandaram pra gente estes papel.”. Doeu o meu ouvido na hora. Porém, depois de atendê-los, comecei a perceber que estava sendo preconceituoso com a moça por causa do erro de concordância. Quem sou eu para julgar a capacidade dela? Não sou o modelo de profissional, cometi deslizes tão desagradáveis no trabalho, que poderia ser mandado embora de mediato.

Não quero ser o tipo da pessoa que só percebe os erros dos outros e não enxerga os próprios. No trabalho e pela vida, acumulei muitos equívocos, não posso me esquecer deles. Ficar dando de virtuoso da língua portuguesa é o que não posso. Os leitores dos meus blogs sabem muito bem disso. Inclusive, no tempo da faculdade, meus trabalhos vinham recheados com tinta de caneta vermelha e observações.

Nunca devo me esquecer disso. Se não gosto de ser questionado ou detonado, por qual razão tomarei esta atitude com os outros. Sou tão falho, humano.




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