sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

IMPRESSÕES




Bem, quando terminei de ler ECCE HOMO( Eis o Homem) fiquei com medo de comentar, já que não sou um especialista em filosofia e não queria me passar por um indivíduo sem noção que lê só um texto e se acha O ESPECIALISTA no assunto. Mas, preciso escrever o que entendi e sempre estarei aberto às críticas construtivas. Também, porque não posso falar de Nietzsche? Tenho consciência que ainda tenho muito que compreender sobre seus escritos e quem sabe, através das minhas primeiras impressões, encontro outras fontes e caminhos.

Antes deste livro, li há muito tempo O Anticristo e ao ler ECCE HOMO complementou algumas ideias que tive, quando li o outro. Não posso me esquecer de que estou lendo O Viajante e Sua Sombra do mesmo autor. Em ECCE HOMO, Nietzsche faz uma autobiografia e comenta sobre suas obras, explicando-as sobre o momento que as escreveu e o que estava passando.

Pelo que entendi dos dois livros que li e do que estou ainda lendo é que Nietzsche busca a autenticidade e não quer reproduzir valores de sua sociedade sem questionar. Para ele, a moral não é um fato, mas um ponto de vista. Logo, não existe a verdade absoluta, pelo contrário. Discute sobre o livre-arbítrio, questiona se ela existe realmente e se na verdade não passa de um princípio dirigido pela moral vigente. Também, o cristianismo com seus valores fazem os indivíduos se tornarem tolhidos e sem capacidade de pensar.

Ele é contra o idealismo da Modernidade, porque a pessoa deixa de viver as pequenas coisas da vida para percorrer a estrada impossível da “perfeição”.

“51- SABER SER PEQUENO
Perto das flores, da erva e das borboletas, devemos saber abaixar-nos à altura de uma criança que mal as ultrapassa. Mas nós, de idade, crescemos acima dessas coisas e devemos nos curvar até elas; creio que a erva nos odeie quando confessamos o amor que temos por ela. – Aquele que quiser tomar parte em todas as coisas boas deve também se dispor a ter horas em que é pequeno.” ( O Viajante e Sua Sombra)

E o mais importante que aprendi foi que, para ele, ser forte é superar as fraquezas. Nietzsche disse que quando estava doente, tornou-se um indivíduo melhor. Através do sofrimento, voltou-se para si para encontrar a força e se superar. Isso que é ser Super-homem.


Enfim, há várias passagens que não entendi, mas foi bom exprimir minha cabecinha para entendê-lo. Assisti a um vídeo da Vivia Mosé, o qual me ajudou bastante.  Quando terminar o Viajante e a Sombra, tentarei escrever alguma coisa, ou não...



Especial Nietzsche - Viviane Mosé - Café Filosófico (Exibido dia 29.03.2009)