segunda-feira, 14 de novembro de 2011

OUTRO DIA NO CARRO...




 Eu, minha irmã e prima estávamos conversando sobre se o meio interfere ou não na vida do indivíduo.

O tema é complexo e, a meu ver, nós somos formados cinquenta por cento do meio e a outra metade pelo nosso temperamento. Existem as combinações de fatos que podem contribuir para os caminhos que cada um leva. Observamos até na família, os pais criam os filhos iguais, mas são completamente diferentes na essência.


Por isso, não deve generalizar demais. Cada caso é um caso. Por exemplo, há ocorrências de pessoas paupérrimas que conseguiram se dar bem na vida pelo próprio esforço, não roubaram e nem mataram.

Recentemente sei de um caso que um mendigo passou no concurso do Banco do Brasil. Porém, se formos utilizar estes exemplos como paradigmas de verdade absolutos, chegaremos à conclusão que vivemos numa sociedade ideal. Para que melhorar a educação, a saúde e distribuir renda se são o indivíduo tem o poder de mudar sua vida sozinho?  Logo, esta super valorização do indivíduo é muito conveniente para o discurso conservado e liberal que argumenta que a culpa do fracasso é dos próprios fracassados.

Por outro lado, o pressuposto que todos que não tiveram acesso às necessidades básicas serão revoltados e entraram para marginalidade, também é equivocada. Há vários moradores de áreas carentes que trabalham, estudam e melhoram de vida. Este discurso é muito usado pelo os assistencialistas demagogos e os esquerdistas.

Enfim como disse antes, é tema que precisa refletir bastante. A conclusão que tiro, temporariamente, é que a individualidade é construída a partir do meio e de sua índole.