domingo, 1 de março de 2015

PSICOSE




Desde menino sempre ouvi sobre o filme. Vi várias releituras em novelas e os adultos sempre me contaram a história. Logo, mesmo nunca ter assistido ao filme, ele entrou no meu imaginário e a cena da jovem mulher oura esfaqueada povoou minha imaginação. Agora, assisti-o pelo Netflix e percebi como ele é atual, pois aborda sobre a psique humana.
A cena de abertura, quando mostra uma panorâmica da cidade e em seguida dá um close numa janela mostrando dois amantes, lembrou-me os quadros de Edward Hopper, inclusive, quando assisti janela Indiscreta, percebi a mesma coisa. A obra de Hopper demonstra a solidão urbana e a incomunicabilidade entre as pessoas, tornando-as de  certa forma sozinhas. Aí, descobri que Hitchcock projetou a misteriosa casa dos Bates, depois de ver a pintura de Hopper, finalizada em 1925. Inclusive, considerou o personagem de Anthony Perkins, Normam Bates, como uma pintura viva de Hopper( uma figura isolada).
A atualidade do filme está na questão de como o ser humano pode ser frágil e cair na própria armadilha que ele próprio produz e que o indivíduo pode ser fragmentado até no nível patológico, como no caso da psicose. Na época que o filme foi feito a loucura não era muito discutida, se hoje em dia ainda é tabu, imagina na época em que a película foi rodada.
Sei que não estou dizendo nenhuma novidade, mas, é um tipo de filme que me fez pensar se eu me conheço realmente ou estou interpretando um papel superficial e que é preciso escarafunchar os porões e os sótãos que existem no meu interior para saber o que sou capaz ou não de fazer.