domingo, 7 de outubro de 2012

Condição Humana




Depois assistir o capítulo de Avenida Brasil e vi a personagem Ivana completamente cega de amor pelo marido inescrupuloso Max,  comecei a pensar:

Será que a pessoa enganada, na realidade, não enxerga o outro, mas uma imagem projetada por ela? Logo, possui uma involuntária parcela de culpa?

Postei o pensamento no facebook e uma amiga virtual comentou: “Metade da responsabilidade diminui o ônus? Desculpe, mas é minha opinião...”. Respondi: “Claro que não diminui a responsabilidade. Só queria levantar a questão que a pessoa precisa prestar atenção na hora de se relacionar, para não correr o risco de viver com um encosto.”

Ai, ela tocou num ponto interessante: “Dudu, relacionamentos são tiros no escuro, há quem dê sorte de encontrar sinceridade, mas aqui no mundo virtual é muito difícil, mas não é impossível. As pessoas andam num nível de carência tal, que às vezes até preferem perpetuar as ilusões.”
Ela está certa, porque responsabilizar a Ivana, dizendo que ela foi burra por isso tem que pastar. Não percebeu que o Max era um crápula e que fugia dela. Ivana é vítima e não merece ser julgada como uma toupeira. Só quis ser feliz e encontrar o amor da sua vida. Talvez, se equivocou ao idealizar Max e não o enxergou realmente.

Também, há pessoas muito sedutoras que enreda o outro numa teia. A gente quando tem uma baixa imunológica, logo vem uma gripe. A mesma coisa acontece, quando se fica carente. Fica-se fraco e um maquiavélico encontra o alvo perfeito para manipular.

Ivana não é imbecil, foi vítima de um bandido e de sua própria ingenuidade. Não é para julgá-la, mas sim refletir sobre a condição humana.