segunda-feira, 1 de setembro de 2014

DIGRESSÃO

Foto tirada do celular

Quando a morte chega perto da gente, descobre-se que nada é eterno, tudo está em mudança. Não adianta berrar de raiva, a vida e a morte são a mesma coisa e sempre será o grande mistério que os homens desejam desvendar a qualquer custo. Não adianta isso, pois a cada conquista, surgem mais enigmas. Vivemos em várias camadas de realidades e tudo que conseguimos é encarar esse turbilhão através de janelas estreitas. Por isso, procuro não cair na discussão pobre sobre Ciência e Espiritualidade e com suas explanações retóricas bastante chatas. Preciso é sentir o vento no meu rosto( sei  que já  repeti esta imagem várias vezes), olhar as flores e o sol  nascer. Aproximar-me do grande mistério, mas quero não pensar e fazer parte dele. Talvez assim me torne mais autêntico e não cópia mal feita de outros. Caramba, já é de madrugada! Preciso me domar para dormir, amanhã tem trabalho. Curioso que ao mesmo tempo algo é um fardo, pelo outro, torna-se salvação. Trabalhar, sonhar, viver e escrever me desgasta em certos momentos, porém, ajudam-me a lidar com o abismo que existe dentro de mim.  Estou fazendo uma digressão, dana-se! Escrever para dentro faz bem e mesmo que não entenda nada, depois, apago e pronto. Aí, o texto cairá no mar do esquecimento. Há coisas que precisam ser esquecidas, do contrária a mente explode. Não tem jeito, recortar para enxergar é fundamental para sobrevivência de qualquer pessoa. Somos limitados em comparação ao universo. Não revisarei esse texto, talvez vá extirpa-lo a qualquer momento. Todavia, deve ter seu valor mesmo sendo efêmero, como cada chama de vida que se apaga em um canto deste vasto  mundo.