terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Curtindo a Vida Adoidado






Curtindo a Vida Adoidado


Ao zapear a tevê, encontrei este filme. Lembrei-me da época que o assistia na Sessão da tarde e me esquecia de fazer a lição de casa. Bons tempos...

A história do garoto que finge estar doente para curtir a vida, não é um bom exemplo, mas, ficção não é realidade. Os personagens simulam, enquanto, os indivíduos vivem. Por isso, os personagens podem fazer tudo, já as pessoas de verdade, quando tomam uma atitude, podem causar danos em outras vidas. 

Os filmes, livros ou novelas em geral servem como válvula de escape, para que se possa distrair e descansar do cotidiano, muitas vezes maçante.  Considero que não se pode confundir a produção artística com a realidade. 

Em CURTINDO A VIDA ADOIDADO há uma cena que o protagonista e os amigos estão em um museu e observam as obras de arte. A fruição artística que eles tiveram, muitas Instituições de ensino não proporcionam aos alunos. Ao observarmos ao redor, o hábito do gosto da leitura, cinema e música é construído fora do aprendizado convencional. Nos corredores do recreio, nas ruas ou em conversas ao acaso. Inclusive, não deixa de fazer uma crítica ao sistema de ensino, que com sua burocracia não estimula o prazer do conhecimento.

Também, ao término do filme, comecei a pensar sobre a questão da liberdade. É difícil vivê-la plenamente, uma vez que o ser humano está inserido numa sociedade e a cada atitude que se tem, refletirá na vida dos outros.  O protagonista com sua irreverência acredita que a vida é muito curta para se preocupar com as normas da escola. Porém, como se livrar das obrigações? 

A descoberta da vida adulta é perceber que não somos livres. Mesmo que façamos o que gostamos, há um preço a se pagar. 

Assim, o filme é tão fascinante; mexe com a utopia de uma liberdade plena, sem obrigações. Muito  distinto da vida real.