segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PROCURANDO ELLY (Darbareye Elly, 2009)




Ahmad retorna ao Irã e seus amigos vão para uma casa de praia. Sem que o resto do grupo saiba, Sepideh chama a jovem Elly, professora de sua filha. Ahmad, que se separou recentemente, desejava começar uma nova mulher e acha que Elly seria a companheira perfeita. No dia seguinte, no entanto, ela desaparece misteriosamente. O ambiente entre os amigos muda e iniciam uma pequena investigação para achar o paradeiro da moça

Um final de semana numa casa de praia e que dá uma merda federal. Esse enredo pode acontecer em qualquer lugar do mundo. Neste filme iraniano o interessante é que me reconheci nos personagens, apesar da diferença cultural e religiosa. As mulheres com véu e super vestidas na praia, dá certo estranhamento. 

Lógico que na história do filme, apesar de ser universal, mostra a cultura local, principalmente, a superioridade dos homens em relação às mulheres. Por exemplo, tem uma cena que a Sepideh apanha do marido, pois ele perde a paciência por achar que ela mente para ele sobre o caso.  

Mas, será que no Brasil essa cena é tão irreal? Há muitas mulheres agredidas no mundo. A história é simples, mas conduzido de um modo delicado e ao mesmo tempo denso ( deve ser angustiante uma pessoa sumir do nada e não se ter notícia). 

Ou, quando comunicaram o noivo sobre o desaparecimento de Elly e houve a preocupação de não manchar a reputação da moça, já que ela fez a viagem para encontrar Ahmad. Sinceramente, aqui também seria “ bafão”. 

Inclusive o filme me fez pensar nas diversas realidades. No meio em que vivo as mulheres não são tão distantes das iraquianas. Muitas são subjugadas pelos homens, não saem sem a permissão do marido ou namorado e consideram isso normal. Portanto, não achei a relação de marido e esposa no enredo tão estranha assim. 
Em muitas passagens, como o desaparecimento de Elly, fica o mistério o porquê sumiu, levando o espectador a pensar as razões da personagem.

Enfim, gostei do filme porque enfoca a história e os personagens em si. Mostra os sentimentos que são universais.