domingo, 21 de agosto de 2011





O ALEPH DE JORGE LUIS BORGES

Quando fiz uma pós de literatura hispano-americana, anotei algumas dicas de leitura. Este livro foi uma delas. Confesso que ao ler este livro de contos, senti-me esmagado. Como se o universo caísse sobre mim.

Os contos que me chamaram atenção: História do guerreiro e da cativa, A escrita de Deus, O imortal, Biografia de Tadeo Isidoro Cruz (1829-1874) e O Aleph. Fizeram-me compreender a concepção de universo do escritor. Mostram que nada no mundo é original, mas reflexos que produzem um labirinto de espelhos, formando o infinito.

A estrutura dos contos têm elementos de ensaios. Borges utiliza a ficção para desenvolver suas teorias sobre sua concepções de mundo. Além de servir de ponte para conhecimentos míticos, místicos e filosóficos muito antigos, que não morreram, pelo contrário, vivem em nossos sonhos. Por isso, que acho complicado alguém filmar algum conto de Borges. Não digo que é impossível, porém a mensagem perderá a essência ou será de difícil compreensão.

Quero fugir da generalização, não é porque li alguns contos do escritor, vou me achar especialista. Longe de mim! Mas, a literatura borgiana precisa de conhecimentos prévios. Eu, por exemplo, viajei na maionese em muitas passagens. Tive que ler três vezes cada relato.

Esta crônica não acaba por aqui. Quem sabe futuramente, decifro mais enigmas do livro...


Trecho de Aleph, livro de Borges.

"[ ...} vi a circulação do meu sangue escuro, vi a engrenagem do amor e a transformação da morte, vi o Aleph, de todos os pontos, vi no Aleph a Terra, e na Terra outra vez o Aleph e no Aleph a Terra, vi meu rosto e minhas vísceras, vi teu rosto, e senti vertigem e chorei, porque meus olhos tinham visto aquele objeto secreto e conjectural cujo o nome os homens usurparam mas que nenhum homem contemplou: o inconcebível universo."

( "O Aleph")


Qual o significado do nome Aleph: LETRA HEBRAICA "SELO DIVINO NO SER HUMANO"