segunda-feira, 25 de março de 2013

Entre o preconceito e a saúde



Esse final de semana compartilhei um texto muito interessante no meu facebook. Uma mulher respondeu, por e-mail, uma academia que um outdoor em São Paulo que dizia o seguinte: Neste verão, qual você vai ser? Sereia ou Baleia?

Com um texto inteligente argumentou as vantagens de ser uma baleia: “Baleias estão sempre cercadas de amigos. Baleias tem vida sexual ativa, engravidam e tem filhotinhos lindos. Baleias amamentam. Baleias andam por ai cortando os mares e conhecendo lugares legais como a Antártida e os recifes de coral da Polinésia.Baleias tem amigos golfinhos. Baleias comem camarão à beça. Baleias esguicham água e brincam mto...”. Diferente da sereia, que nem existe. 

Ao pensar sobre o texto e a atitude da academia, comecei a pensar sobre o limite entre o preconceito e a saúde. É óbvio que não é obrigatório ter uma barriga super definida para ser feliz. Eu, particularmente, acho feio. 

Ao mesmo tempo, acumular muitos quilos acarreta vários problemas de saúde. Não sou um bom exemplo de bom condicionamento físico, entretanto, vivo bem e não deixo de fazer as coisas.  Já vi programas de tevê que narram a vida dos obesos e como sofrem por não poderem se locomover, nem para buscar tratamentos. Há casos que a casa precisa ser quebrada com o intuito de eles sair.

O assunto sobre o preconceito sobre os gordos é polêmico, porque entra na subjetividade da estética, estilo de vida e saúde. “O que é bonito?”, “ Como você vive?” e “ O que é ser saudável?” são perguntas que não são tão fáceis de responder.

O indivíduo tem o direito de viver como quiser, mas viver para ter um infarto fulminante? Ou ficar preso no seu próprio corpo pesado? Mas, ser manipulado para consumir um estilo de aparente saúde, ficando obsessivo com aparência, é vantagem?

Confesso! Concordo mais com a mulher sobre em ser baleias. Porém, tirando o lado metafórico, não temos a mesma estrutura de aguentar tanta magnitude. Enquanto as sereias... São “forever alone”, coitadas.