sábado, 4 de dezembro de 2010

SALVE GERAL



O filme mostra que a vida é um turbilhão e que de repente tudo pode mudar. A professora de piano Lúcia passa por dificuldades financeiras e tem como objetivo tirar o filho adolescente da cadeia. Rafael está preso por ter se envolvido num incidente que acabou em assassinato.




O contexto histórico do filme se passa no Dia das Mães de 2006, a cidade de São Paulo está sitiada. Ataques a delegacias de polícia, ônibus incendiados, ameaças a shoppings, metrô e aeroportos. Quem lidera a ação é o Comando PCC.


Lúcia e o filho são pessoas frágeis e não conseguem lidar com a realidade atual. Antes viviam numa bolha, protegidos num apartamento confortável e com a pensão do marido morto. Entretanto, falidos e sem a pensão, veem-se perdidos num bairro da periferia. O adolescente fica revoltado e a mãe sem saber o que fazer. Esse argumento foi a justificativa para Lúcia e seu filho se envolverem com crime. Não quero julgar, mas, apesar da carência afetiva dos personagens, nada se justifica entrar no crime. Tem muitas pessoas pobres que trabalham honestamente.


Todo bem que o Sistema pode nos levar à corrupção, entretanto precisamos lutar contra. Outro fator é que por amor, não podemos ultrapassar o valor da ética. Na história, Lúcia fez tudo pelo filho, porém, se pegarmos esta linha de raciocínio: Por amor a família, um político pode roubar verbas públicas para dar uma boa via à sua família, ou, por amor um traficante pode destruir vidas com a droga que vende a fim de proporcionar conforto às suas várias mulheres e filhos. Esta tênue fronteira entre o certo e o errado confunde muita gente, principalmente quando há diferentes pontos de vista do que é ter bom senso.