Algumas questões




Surgiu uma conversa sobre um "fato" de que a maioria dos assaltantes é negro ou pardo. Apesar de este pressuposto ser preconceituoso, há certos aspectos que precisam ser discutidos. 

Ao observar um pouco mais atentamente, percebe-se que as classes mais ricas a maioria é branca. Por motivos históricos e sociais, os negros estão na base da pirâmide. Lógico que não se pode generalizar, mas, pela probabilidade, os ladrões brancos estão roubando na política, no judiciário e nas redes internacionais de tráfico de drogas. Fazem as leis para benefício próprio.

Agora, lógico que não se deve cair num maniqueísmo estereotipado de os negros e pardos são os injustiçados e os brancos, vilões. Na formação de um indivíduo, existem combinações aleatórias de fatores internos e externos. Nem todos que vivem em lugares pobres e violentos seguirão uma vida de crime.

Entretanto, está ideia de que o indivíduo pode tudo e se não conseguiu é exclusivamente culpa dela, favorece o pensamento conservador das elites. Se o que vale é o esforço individual, para que mudar alguma coisa? Melhorar as escolas e os hospitais públicos?

Os movimentos sociais, mesmo com seus defeitos, são importantes para dar uma equidade na sociedade.   Por exemplo, a luta do movimento negro é criar oportunidades e outros paradigmas e contraponto ao status quo da sociedade.

Fui criança nos anos 80. Lembro-me que meus coleguinhas pintavam a personagem Tia Nastácia do Sítio do Picapau Amarelo de cor clara, pois se pintasse de preto seria ofensa. Também,  em  uma ocasião, brinquei com uma menina negra,  que  me disse que quando crescesse, iria se transformar numa nova Xuxa, loira e de olho azul. 

Por isso é importante sim, o empoderamento e valorização da diversidade da beleza, para que as "minorias" tenham autoestima e modelos para serem seguidos.   Pesquisei na internet,  até, o significado de empoderar. 

É  um verbo que se refere ao ato de dar ou conceder poder para si próprio ou para outrem. A partir do seu sentido figurado, empoderar representa a ação de atribuir domínio ou poder sobre determinada situação, condição ou característica.

Isto não é mimi. Repito, não vamos ao caminho mais fácil do maniqueísmo estereotipado e da cultura de ódio dos "hates".

 

 

 

 

 

 


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