Por esses dias, assisti um episódio de uma série mexicana Mulheres assassinas. Fiquei curioso e comecei a pesquisar na internet. Descobri que a versão original da série era argentina. Vasculhei no youtube e assisti Eliana, a cunhada que conta a história de um desejo obsessivo entre a irmã de um homem e sua cunhada que se arrasta desde a juventude. De repente, comecei a pensar sobre a obsessão que Joana sentia por sua amiga e cunhada e o temor que Eliana tinha dela e como o fato está relacionado com a projeção do amor ideal. Não é novidade que projetamos nos outros qualidades nossas, mas, quando existe a obsessão, esta projeção torna-se doentia. O compulsivo amoroso não está de fato apaixonado pelo outro, mas pelo significado que ele próprio vê neste outro. Constrói-se uma imagem perfeita, exagerada, deste outro amado, onde desprezam-se traços reais e negativos da pessoa amada. O amor é alimentado pela fantasia, em que o obsessivo passa a acreditar que "sem o outro é impossível viv...
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