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Preciosidade, conto de Clarice Lispector

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Narra a história de uma adolescente comum, que apesar de seu cotidiano de estudante, possuía algo intocado e misterioso, tornando-a preciosa:
“De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos. Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quase majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não se espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso com uma jóia. Ela.”
   A jovem de quinze anos não queria ser observada, desejava manter sua preciosidade intacta, inclusive dos olhares masculinos. É a princesa de seu mundo interior, apesar das transformações de seu corpo que gritava nela, deixando-a desajeitada. Sentia-se feia, apesar de ser valiosa.
Um dia, quando saiu para ir à escola algo aconteceu. Dois rapazes a agarraram:
 " (..) foram quatro mãos que não sabiam o que queriam, quatro mãos erradas de quem n…

Quando Partimos (Die Fremde, Alemanha, 2010)

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Acabei de assistir o filme Quando Partimos (Die Fremde, Alemanha, 2010). A história de uma jovem alemã com descendência turca e que foge com o filho para Alemanha, para escapar do marido violento em Istambul. Ela decide dar um basta nas agressões sofridas nela e no filho de cinco anos. Na minha visão ocidental, acho bárbara a submissão das mulheres, inclusive, nos países islâmicos.

Mas será que estou sendo etnocêntrico? Pode até ser, mas essas sociedades calcadas na religião e na tradição servem como um escudo para os psicopatas e pessoas transtornadas a fazerem o que desejarem. 
No filme, o marido da personagem se achava o dono dela e do filho, fazendo o que bem entendesse. A comunidade turca assinava embaixo, a mulher tem que ser obediente ao marido. Aqui no Brasil, várias mulheres ainda são mortas pelos namorados, maridos e noivos, porém, como o país é um estado laico, pelo menos, são julgados, condenados e presos( salvo os que têm muito dinheiro, ficam recorrendo recorrendo recorr…

A Consciência de Zeno de Italo Svevo, pseudônimo de Aron Hector Schmitz( 1925)

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Confesso que este livro estava anos na minha estante, abria-lo e depois o fechava. Então, lia outros livros que achavam mais interessantes. Agora em 2013, resolvi lê-lo e foi um achado bacana. Não me arrendo de não tê-lo lido antes, porque não estava pronto para ele. Só agora.
O que achei mais interessante é que o romance mostra como escrever sobre si ajuda no autoconhecimento. Mesmo que se tente fugir disso muitas vezes. Inclusive o livro evidência como a gente é mal preparada para lidar com os sentimentos e, consequentemente, desenvolve-se doenças e dores físicas, sem motivos aparentes. Enfim, o corpo não é só máquina e sim alma.
O romance começa com um prefácio que faz parte do romance, não é um texto introdutório de outro escritor sobre a obra. O Doutor S. diz que é psicanalista do protagonista Zeno que publica a biografia do paciente por vingança por ter abandonado o tratamento e que dividiria até os direitos autorais se voltasse ao tratamento.
Em seguida, Zeno escreve sobre suas…

As intermitências da Morte — José Saramago

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"Não há nada no mundo mais nu que um esqueleto" José Saramago Quando comecei a ler o livro, fui ao dicionário para saber o que é intermitência:  sf (intermitente+ia2) 1 Qualidade de intermitente; descontinuação. 2 Interrupção momentânea. 3 Interrupção numa série. 4 Intervalo em fenômenos periódicos. 5 Med Manifestação característica de certas febres ou outras doenças por acessos intervalados, fora dos quais o doente parece curado. 6 Fenômeno patológico caracterizado por haver, entre duas pulsações, um intervalo muito maior do que entre as outras; arritmia.
Depois que aprendi uma palavra comecei a ler o romance que tem a mesma estrutura do Ensaia sobre a Cegueira, os personagens não tem nomes e a narrativa parece um ensaio, o qual mostra a prováveis experiências, sensações se o acontecimento se concretizasse. Em Intermitência o romance é panorâmico, mostrando vários casos sobre a ausência da morte. Divida-se em três blocos. Outro ponto bacana é que o narrador não um narrador tr…

QUERO CRER ( pensamento escrito em 17/12/2008)

Sei que isto não é legal, mas desconfio de todos. Não sei se estão dizendo a verdade ou representando. Às vezes, pego-me a simular como um ator de quinta; na televisão, quando alguém levanta uma causa ou expõe sua via, fico ressabiado e indagando qual a vantagem que ele leva. Reafirmo, não quero pensar que as pessoas sempre estão com segundas intenções. A minha mãe sempre diz que há indivíduos que julgam todos ladrões, porque se respaldam em suas personalidades obscuras. Não quero ser assim, dá-me arrepios. Entretanto, ao observar a tv aberta, acho tudo tão espetaculosamente tosco e desumano que fica difícil acreditar na inocência e a generosidade da nossa sociedade.

A Violência nos estádios

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foto CARLOS MORAES/AGENCIA O DIA/REUTERS

Concordo cada vez mais com o discurso que estamos vivendo numa sociedade com valores psicopatas.
Quando assisti as cenas de violência, pensei que todos eram psicopatas. Exagerei, nem todos. Pode haver alguns que lideram a maioria ( um bando de gente sem cérebro) a cometer as barbaridades. Como os psiquiatras dizem, o psicopata é muito inteligente e sedutor.
O que me assusta são esses valores que estão mais corriqueiros, tornando-se parte da cultura da nossa sociedade. Lembrei-me da palavra empatia: “sf (gr empátheia) Psicol Projeção imaginária ou mental de um estado subjetivo, quer afetivo, quer conato ou cognitivo, nos elementos de uma obra de arte ou de um objeto natural, de modo que estes parecem imbuídos dele. Na psicanálise, estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo.”(Michaelis)
 Se observarmos o comportamento no trânsito e no cotidiano, concluiremos que há uma diminuição de empa…

Nelson Mandela

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Imagem encontrada no google

"Lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Cultivei ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal que espero viver para alcançar."

Trecho de   "Estou preparado para morrer", defesa de Mandela no Julgamento deRivonia, em abril de 1964.

Foi um grande pensador, porque ele usou a "educação branca", principalmente os ideais de liberdade que vinham desde a revolução francesa, e mesclou com o conhecimento local das aldeias africanas.
Ele entre muitos fizeram isso para construir a identidade do povo negro da África do Sul, antes havia etnias com dialetos diferentes.

Por isso, que havia uma minoria branca dominando a região, pois as tribos possuíam uma identidade própria e não tinham objetivos de se