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Mostrando postagens de janeiro, 2014

O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO – J. D. SALINGER (1951)

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É um livro interessante por mostrar como o ser humano  é contraditório.  O protagonista de dezesseis Holden Caulfield, apesar de aparentar indiferente a tudo e a todos, inclusive um crítico super debochado, intolerante e ferrenho da sociedade em que vivia, não deixava de ser sensível principalmente com o irmão morto e sua irmã mais nova. Expulso da última escola, vagava pela cidade em busca de algo ou de sua própria identidade. Encontra as pessoas, mas continuava só. Não conseguia interpretar felicidade. Mesmo andando em bandos desde o início dos tempos, o ser humano tem uma solidão secreta que só ele tem acesso. Holden experimentou essa sensação ao limite, como se estivesse à beira do abismo. O que ele queria? Era simplesmente avesso aos valores do lugar em que pertencia. Tudo era estranho para ele, como se fosse um estrangeiro. Ficava com as garotas e as respeitava quando elas diziam não, diferente de muitos meninos e só ficava com meninas que gostava, não “ fi

Legal

Foi publicado dois minicontos meus em fora de áudio. Estou feliz. http://www.literaturadigital.com.br/minicontosdeouvir/audios/2014/Amigos.mp3 http://www.literaturadigital.com.br/minicontosdeouvir/audios/2014/CertidaoObito.mp3   O site é um projeto bem bacana, confiram outras publicações.

Lá vai...

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Sou aquele que sempre repete o mesmo assunto. Escreve sempre errado e deleta, postando de novo nas redes sociais. Faz vídeos toscos, sentindo-se um máximo. Enfim, sou aquele à procura de algo, que não sabe o que é. Aliás, já falei sobre isso várias vezes. Outra coisa... Minha mente viaja, mas tenho os pés enraizados no chão. Sou de uma simplicidade caótica, contraditória e quieta.

INSTANTE VAZIO

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A MINISSÉRIE AMORES ROUBADOS

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A Globo tem muitos defeitos, mas algumas vezes produz algumas pérolas. Nem isso, pode se dizer das outras emissoras abertas. A  minissérie narra a história de personagens ambíguos e que se perdem no labirinto dos desejos, da ambição e a ira.     Leandro é um sedutor, mas existe um motivo de ser assim. Sua mãe era prostituta e ele começou a ter uma visão meio deturpada das mulheres, considerava-as como peça do um jogo. Depois, mudou de ideia quando conheceu Antônia. Antônia apesar de aparentar ser uma jovem moderna, possui a fragilidade das jovens dos tempos passados. Quer se livrar do domínio do pai, porém não desenvolve nenhum projeto para se libertar. Vive de sonho. Isabel , mãe de Antônia, é depressiva. Envolve-se com Leandro, por que é emocionalmente despedaçada. É assim, principalmente,  por não ter o apoio necessário do marido, Jaime. Jaime é o “coronel” que administra uma vinícola no meio do Sertão. Apesar de sua dureza, ama sua família. Não consegu

FATO TRISTE PARA NOSSA EDUCAÇÃO

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Soube a notícia do descredenciamento da Faculdade Gama Filho e Centro Universitárioda Cidade (mantidas pela Galileo Educacional) do MEC . O que será dos alunos dessas Instituições que investiram o que podiam e não para realizar um sonho? Segundo o Ministério da Educação, o descredenciamento foi devido à baixa qualidade acadêmica, a situação econômico-financeira da mantenedora das instituições e a ausência de um plano viável para superar o problema, além do mais o aumento da precarização da oferta da educação superior. Todos os alunos deverão ser transferidos para outras faculdades. Em até cinco dias, serão publicados editais de transferência assistida dos alunos matriculados nos cursos da Gama Filho e da UniverCidade.  Ninguém pode brincar com os sentimentos alheios. Tudo bem que o lucro é importante para o mundo no qual vivemos, mas, as Instituições de Ensino precisam dar exemplo e ética, já que formam os profissionais do futuro. Estou muito triste e espero que o M

Preciosidade, conto de Clarice Lispector

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Narra a história de uma adolescente comum, que apesar de seu cotidiano de estudante, possuía algo intocado e misterioso, tornando-a preciosa: “De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos. Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quase majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não se espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso com uma jóia. Ela.”    A jovem de quinze anos não queria ser observada, desejava manter sua preciosidade intacta, inclusive dos olhares masculinos. É a princesa de seu mundo interior, apesar das transformações de seu corpo que gritava nela, deixando-a desajeitada. Sentia-se feia, apesar de ser valiosa. Um dia, quando saiu para ir à escola algo aconteceu. Dois rapazes a agarraram:  "  (..) foram quatro mãos que não sabiam o que queriam,

Vietnã de Wisława Szymborska

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em muitas ocasiões

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