Adulto, mas
ainda um menino medroso. Está perdido, anda freneticamente pelas ruas e
galerias para encontrar algo que não sabe o que é. Quer sair do país, afastando-se
da família e que encontrará felicidade em outras terras. Olha um homem sem
braço que o espera na calçada, anda depressa o outro acompanha. O jovem corre,
o senhor mantém o pique, porém, consegue escapar por enquanto do pai maldito,
que foi embora sem saber dele. Através da revelação de um segredo de família
descobre que não foi bem assim, foram as circunstancias que o fizeram ir para
longe. O menino medroso cresce, agora é um homem que caminha junto com o pai sem
braço pela rua.
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INTERPRETAÇÕES
Quero desaprender quero esquecer tudo vivo em um mundo onde todos sabem muito onde todos sabem tudo como amar como viver como sonhar chegou a hora de desaprender esquecer ver o deslumbramento surgir ver a vida dançar com meus olhos como se fosse a primeira vez... (Zack Magiezi) Sites do autor http://estranherismo.tumblr.com/ https://www.instagram.com/zackmagiezi/?hl=pt-br https://twitter.com/zackmagiezi
OBSESSÃO
Por esses dias, assisti um episódio de uma série mexicana Mulheres assassinas. Fiquei curioso e comecei a pesquisar na internet. Descobri que a versão original da série era argentina. Vasculhei no youtube e assisti Eliana, a cunhada que conta a história de um desejo obsessivo entre a irmã de um homem e sua cunhada que se arrasta desde a juventude. De repente, comecei a pensar sobre a obsessão que Joana sentia por sua amiga e cunhada e o temor que Eliana tinha dela e como o fato está relacionado com a projeção do amor ideal. Não é novidade que projetamos nos outros qualidades nossas, mas, quando existe a obsessão, esta projeção torna-se doentia. O compulsivo amoroso não está de fato apaixonado pelo outro, mas pelo significado que ele próprio vê neste outro. Constrói-se uma imagem perfeita, exagerada, deste outro amado, onde desprezam-se traços reais e negativos da pessoa amada. O amor é alimentado pela fantasia, em que o obsessivo passa a acreditar que "sem o outro é impossível viv...
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