Postagens
O DUPLO de Dostoiévski (1846)
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
O protagonista Yákov Pietrópovitch Golyádkin vive à beira do abismo. Sente-se esquecido e menosprezado por todos. Além, de ter a absoluta certeza que possui inimigos por toda a parte. Ao longo da narrativa, o leitor se depara com suas angústias e delírios que mostram como o personagem é frágil em relação à sociedade em que vive. Aliás, um fato irônico que o narrador usa a palavra herói para mencionar Golyádkin. Ele não representa literalmente um herói, pelo contrário, é fraco mentalmente e fisicamente e não tem forças suficientes para enfrentar seus inimigos. Portanto, o protagonista se aproxima com nossa realidade. Por exemplo, será que somos livres? Quem nunca se sentiu oprimido por todo mundo? O “herói” do romance está mais perto do homem comum que precisa lidar com as neuroses e angústias para poder sobrevier o dia-a-dia. De repente, para piorar a situação de Golyádkin aparece um indivíduo igual a ele, o qual é muito mais popular no trabalho e que começa a ganhar esp...
"Neguim" e “Neguinho”
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
O assunto, o qual quero abordar, não é nada original. Com certeza, existem bastante informações sobre ele. Mesmo assim, gosto de rever meus conceitos e, inclusive, sair do comportamento autômato. Se eu estiver dizendo o algo evidente, desculpem-me. Refletir sobre o óbvio é importante para sair da mesmice da velha opinião sobre o mundo. Conscientemente tento não ser um indivíduo preconceituoso. Mas, percebo-me praticando atitudes e pensamentos retrógrados que até fico assustado comigo mesmo. Já tirei do meu vocabulário a palavra denegrir¹. Muitos consideram preconceituosa, uma vez que se relaciona a cor mais escura, como se fosse suja. Outro exemplo, dizer " vala com a água negra", quem definiu que a pureza está no branco e translúcido e o negro, na sujeira? Apesar que as palavras são polissêmicas ² e não há um significado específico, contudo, se incomoda muitas pessoas, por que insistirei? De repente, posso utilizar outra palavra que defina a mesma situa...
Nós – Evgueny Zamiatin( 1924)
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Já pensou em viver numa sociedade em que todos vivessem em casas de vidro, sem privacidade ? Sem ter o direito da privacidade individual? Ou habitar um mundo, onde não há nomes e que as pessoas são chamadas por números? Além disso, subjugado por um Estado Único, o qual proíbe qualquer coisa que saia do pragmatismo e a racionalidade? Osso duro de roer não é mesmo? Tudo isso acontece no romance distópico Nós, que inspirou George Orwell a escrever 1984. O personagem principal D-503, era um engenheiro e construtor da “Integral”, uma máquina que viajar pelo espaço num curto espaço. Mas, D-503 manteve um diário, inclusive, para compartilhar sua vivência com os outros povos quando fosse viajar, na nave. Porém, ao encontrar I-330, ele experimentou sensações que nunca sentiu. A partir desse momento, suas reflexões antes racionais, pragmáticas e coerentes, começaram a ficar delirantes ao longo da história. “ Mas , felizmente, e...
DE CIMA PARA BAIXO DE ARTUR AZEVEDO
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Remexendo nas minhas coisas, encontrei um livro de contos de Artur Azevedo, que foram escritos e publicados durante os últimos anos do século XIX e os primeiros do século XX. Aí, teve um conto que me chamou a atenção de primeira e, depois de ler, fiquei perplexo pela atualidade da história: De Cima para Baixo . O enredo começa assim, o ministro chegou bastante irritado por causa de um erro, o qual causou uma situação desconfortável com o imperador. Ele descontou no diretor geral, que praticou a mesma coisa com se subalterno... Resumindo, provocou uma reação em cadeia. Os que consideravam acima da hierarquia, extravasava nos inferiores até chegar ao servente e como não tinha ninguém ...
EU NÃO PRECISO MAIS DE VOCÊ E OUTROS CONTOS DE ARTHUR
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Este é um livro que possui três coletâneas de contos: “ Eu não preciso mais de você, de 1967,Moça do lar , uma vida , de 1992, e Presença, em 2007.”. Apesar de abordar questões íntimas e do cotidiano, o autor traz reflexões em relação aos acontecimentos de sua geração como o período de da Depressão, da Segunda Guerra Mundial e da era do macarthismo.