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SER LIVRE OU SER OBEDIÊNCIA

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Você é livre? Faz realmente o que gosta? Sabe quem é você? 
 Ser livre é perceber não se pode fazer tudo o que deseja, mas ter a consciência de qual caminho seguir. Precisa ter autonomia para pensar sobre as atitudes tomadas.
 Ser livre com disciplina é o grande desafio dos tempos atuais, além, de ser muito mais cansativa que a obediência. Não precisa pensar sozinho e responsabiliza os outros por suas atitudes: “Eu só estava fazendo meu trabalho, não tenho culpa de nada”.
 A obediência é uma zona de conforto, que nos livra da dor de pensar de como somos equivocados e frágeis. A História possui vários casos assim. 
 O que prefere, a travessia árdua da liberdade ou o caminho mais fácil da obediência?

A MARCA DA PANTERA(1982), Videocassete, Lembranças de Infância

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Não quero resenhar o filme. Mas, como ele se insere nas minhas lembranças de infância.
Recordo-me que estava na casa de uma tia e todos estavam em volta de uma aparato tecnológico, qual era uma novidade: o videocassete. Nos meados dos anos 80, até se juntava dólares para comprar o aparelho.
A marca da pantera, um outro de paranormais que explodiam cérebros e certa história de vermes na neve foram os primeiros filmes que assisti pelo videocassete. Lembro-me que fiquei mais encantado com a “ novidade tecnólogica” que os filmes. Mesmo com quarenta anos, esta lembrança ainda está forte em mim.
Por volta de 1989, outra tia juntou dólares para comprar um videocassete. Pela primeira vez, toquei em notas de dólares. Na ocasião, nem sabia o valor desta nota estrangeira, fiquei admirado com a limpeza e a textura da nota. Diferente das notas nacionais da época, que era finas e feias.  Ela alugava para mim desenhos e fitas de séries japonesas como Changeman.
Nos anos 90, o videocassete ficou mais pop…

Eu sou racista?

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MUSEU NACIONAL VIVE-ARQUEOLOGIA DO RESGATE

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Depois, de ver a exposição comecei a pensar que RESISTIR é manter a esperança viva com a intenção de reconstruir as memórias e a História. Por eras, museus, obras de artes e bibliotecas foram devastadas por tragédias e guerras absurdas. Mesmo assim, heróis anônimos trabalhavam como formiguinhas, reconstruindo ou resgatando fragmentos seculares ou milenares para preencher lacunas. A partir daí, formam-se outras narrativas históricas. Admito que estava triste com as notícias de sucatear ainda mais a Educação, já que a Sociologia, Filosofia e outros cursos de humanas não são “rentáveis” para o povo. Senhor presidente, todos os conhecimentos são importantes! O desenvolvimento de um pensamento reflexivo ajuda na formação de cidadãos éticos. Porém, ao ver os esforços de anônimos para manter os artefatos seculares e milenares e o Museu Nacional vivos, percebi-me feliz. Além, de ver várias pessoas circularem na exposição, curiosas em compreender outros saberes. Ainda há esperança e não se pode d…

Ideologias

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O cidadão Ilustre(2016)

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Algumas questões que tive depois de assistir ao filme... Qual a diferença da celebridade e do artista? Você gosta de um determinado artista pala sua obra em si ou porque todo mundo diz que é bacana e você não quer ficar por fora? O papel do artista é questionar ou só fazer poses para fotos? Será que há uma necessidade de distinguir a celebridade a do artista?

SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA DE EDNEY SILVESTRE

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Dois meninos encontram um corpo de uma jovem e este fato se transforma num ripo de passagem para vida adulta. A moça assassinada entra em seus imaginários, que constroem uma visão lúdica e erótica ao mesmo tempo. Para contrastar a imaginação dos meninos, o velho aposentado descrente do mundo é o lado do realismo do que acontece na cidade interior em vivem. Os desmandos de uma elite escravocrata que se travestem de moderno.
A narrativa da história é fluída e entra nos pensamentos dos personagens, mostrando seus conflitos e de como o cadáver da moça que se chamava Anita os assombrou. A epígrafe do livro resume a essência da história: “Os mortos não ficam onde estão enterrados” John Berger, Aqui nos encontramos. Anita vira uma personagem nas lembranças dos garotos e do velho.
Outro ponto positivo do romance foi a capacidade do autor inserir os elementos históricos no enredo sem ficar didaticamente chato. Em 1961, quando o romance se passa. O Brasil sofre transformação, de grandes mudanças…

Minha ignorância e esta ideia de se fazer por si mesmo...

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O DUPLO de Dostoiévski (1846)

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O protagonista Yákov Pietrópovitch Golyádkin vive à beira do abismo. Sente-se esquecido e menosprezado por todos. Além, de ter a absoluta certeza que possui inimigos por toda a parte.
Ao longo da narrativa, o leitor se depara com suas angústias e delírios que mostram como o personagem é frágil em relação à sociedade em que vive. Aliás, um fato irônico que o narrador usa a palavra herói para mencionar Golyádkin. Ele não representa literalmente um herói, pelo contrário, é fraco mentalmente e fisicamente e não tem forças suficientes para enfrentar seus inimigos. Portanto, o protagonista se aproxima com nossa realidade. Por exemplo, será que somos livres? Quem nunca se sentiu oprimido por todo mundo? O “herói” do romance está mais perto do homem comum que precisa lidar com as neuroses e angústias para poder sobrevier o dia-a-dia.
De repente, para piorar a situação de Golyádkin aparece um indivíduo igual a ele, o qual é muito mais popular no trabalho e que começa a ganhar espaço. A partir da…

"Neguim" e “Neguinho”

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O assunto, o qual quero abordar, não é nada original. Com certeza, existem bastante informações sobre ele. Mesmo assim, gosto de rever meus conceitos e, inclusive, sair do comportamento autômato. Se eu estiver dizendo o algo evidente, desculpem-me. Refletir sobre o óbvio é importante para sair da mesmice da velha opinião sobre o mundo.
Conscientemente tento não ser um indivíduo preconceituoso. Mas, percebo-me praticando atitudes e pensamentos retrógrados que até fico assustado comigo mesmo. 
Já tirei do meu vocabulário a palavra denegrir¹. Muitos consideram preconceituosa, uma vez que se relaciona a cor mais escura, como se fosse suja. Outro exemplo, dizer " vala com a água negra", quem definiu que a pureza está no branco e translúcido e o negro, na sujeira? Apesar que as palavras são polissêmicas ² e não há um significado específico, contudo, se incomoda muitas pessoas, por que insistirei? De repente, posso utilizar outra palavra que defina a mesma situação que pretendo arg…

O galã de Artur Azevedo

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Nós – Evgueny Zamiatin( 1924)

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Já pensou em viver numa sociedade em que todos vivessem em casas de vidro, sem privacidade ? Sem ter o direito da privacidade individual? Ou habitar um mundo, onde não há nomes e que as pessoas são chamadas por números? Além disso, subjugado por um Estado Único, o qual proíbe qualquer coisa que saia do pragmatismo e a racionalidade? Osso duro de roer não é mesmo? Tudo isso acontece no romance distópico Nós, que inspirou George Orwell a escrever 1984.
 O personagem principal D-503, era um engenheiro e construtor da “Integral”, uma máquina que viajar pelo espaço num curto espaço. Mas, D-503 manteve um diário,inclusive, para compartilhar sua vivência com os outros povos quando fosse viajar, na nave. Porém, ao encontrarI-330, ele experimentou sensações que nunca sentiu.A partir desse momento, suas reflexões antes racionais, pragmáticas e coerentes,começarama ficar delirantes ao longo da história.
“ Mas , felizmente, entre mim e o oceano verde erguia-se o vidro do Muro! Ah , a imensa , a d…

DE CIMA PARA BAIXO DE ARTUR AZEVEDO

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Remexendo nas minhas coisas, encontrei um livro decontosde ArturAzevedo, que foram escritos e publicados duranteos últimos anosdoséculo XIXeos primeiros do séculoXX. Aí, teve  um conto  que me  chamou a  atenção de  primeira e, depois de ler, fiquei perplexo  pela atualidade da  história: De CimaparaBaixo.
O enredo começa assim, o ministro chegou bastante irritado por causa de um erro, o qualcausouumasituação desconfortável como imperador. Ele descontouno diretor geral,quepraticou a mesma coisacom sesubalterno...Resumindo,provocou uma reação em cadeia. Osque consideravamacimadahierarquia,extravasavanosinferiores atéchegarao servente ecomo não tinha ninguémpara descontar,chutou seu cachorro. O bichopagou“peloservente,pelocontínuo,pelo amanuense,pelochefe da seção,pelo diretor-geralepelo ministro!...”
Não tem como negar que a hierarquia ainda está muito presente nos dias de hoje.Principalmente, nos valoresda nossasociedade. Quanto mais longe do que se considera uma posição privilegiada, i…

EU NÃO PRECISO MAIS DE VOCÊ E OUTROS CONTOS DE ARTHUR

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Este é um livro que possui três coletâneas de contos:“ Eunão preciso maisdevocê, de 1967,Moçado lar, uma vida, de 1992, e Presença,em 2007.”. Apesar de abordar questões íntimas e do cotidiano, o autor traz reflexões em relação aosacontecimentos de suageração comoo período de daDepressão, da Segunda Guerra Mundial e da era do macarthismo.

Falar menos e ouvir mais

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O conto analisado: https://dudv-descarrego.blogspot.com/... Vídeo relacionado : Quem nunca? https://www.youtube.com/watch?v=WKCPB...

Roma

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POR FAVOR, VEJAM OS LINKS... MEU CABELO É CRESPO E NÃO CACHEADO!- Canal Débora Ninja https://www.youtube.com/watch?v=DTbgd... NEGRITUDES BRASILEIRAS- ( Canal Afros e Afins por Nátaly Neri)https://www.youtube.com/watch?v=SMlRa... Cabelos crespos: estética ou política? | Alessandra Gama https://www.youtube.com/watch?v=n__p1... NÃO MEXE COM O MEU CABELO - Desafios de ser cacheado( Canal Spartakus Santiago) https://www.youtube.com/watch?v=DEP1G... KEFERA, LUBA, ORELHADA, O FEMINISMO E LUGAR DE FALA | JANA VISCARDI https://www.youtube.com/watch?v=B7Adr... Djamila Ribeiro quebra a internet falando sobre lugar de fala: https://www.youtube.com/watch?v=AINEm...

ANOMALISA

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Orgulho e Preconceito de Jane Austen (Data do lançamento 28 de janeiro de 1813)

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Só tinha visto algumas versões de filmes e séries sobre o livro. Até então, achava-o uma história romântica que agradava as mulheres. Porém, um dia, assisti uma entrevista com uma professora que analisava o livro e a autora. Resolvi ler a história e me surpreendi. A história apresenta o jeito com que a personagem Elizabeth Bennet reflete sobre os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. 
Elizabeth é a segunda de cinco filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, em Hertfordshiren, não muito distante de Londres. A jovem se difere um pouco das personagens femininas e românticas dos escritores homens da época. Ela é bastante racional e presta a atenção em tudo. Como não pode se mostrar e mandar pastar quem a enche saco, usa a ironia para se defender. Aliás, o livro é bem irônico ao mostrar os costumes, o esnobismo e as falsidades da época. …

Discurso do ódio

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O discurso do ódio é prazeroso como  uma droga.
Aniquilar com  aquilo que não concorda é tão mais fácil. chegar ao gozo.
Diferente do discurso da tolerância, que é muito trabalhoso.
Precisa dialogar com o outro.